Pular para o conteúdo

O mais difícil é ser Deus*

1 de abril de 2012

Mas que mania nós temos de achar tudo tão difícil, não? Reclamamos de tudo. É certo que nós sofremos e, nisso, não temos tanta culpa. Quer dizer, temos sim. A culpa é nossa, sim.

Mania de achar que nós somos uns coitados no meio de um conflito – um jogo, já ouvi – injusto. Sem lembrar que não tem outra palavra pra definir o fim já certo dessa história que seja melhor que… justiça. Sem falar do amor.

Colocamos a culpa em Deus. Perguntamos, com o coração duro o porquê de tanta dor, do sofrimento. Simplesmente esquecemos que Ele é Deus. E que Deus é amor. Ele nunca quis nos ver sofrer.

É aqui que pausamos nosso egoísmo, deixamos nossa dor e nosso eu de lado, e perguntamos… E Deus? Achamos que deve ser bem fácil ser Deus, ter todo poder na mão. Pensamos que é simples pra Ele fazer Sua vontade, o que bem entende, com quem quiser, a qualquer momento. Mas esquecemos que, se fosse assim, justiça seria a última palavra na lista de possibilidades pra o desfecho do grande conflito e que, se assim fosse, amor seria o último nome de que poderíamos chamá-lO.

É. Esquecemos que Deus é amor. E que deve ser muito mais difícil pra Ele ver o sofrimento, que não é Seu, mas é dos Seus filhos, a quem Ele tanto (tanto, tanto) ama – que Pai gosta de ver um filho sofrer?

Esquecemos que o sofrimento é um subproduto de outra coisa que é liberdade. Liberdade, essa, que inventamos, que chamamos de liberdade, mas que pode ser prisão – sabia? Pode.

Porque Deus nos criou livres. Não criou robôs, vocês devem saber. Ele quis que nós O escolhêssemos. E o que fizemos? Cegos, escolhemos o que nos parecia bom, e quando descobrimos que era mau, sofremos e culpamos a Deus. E nós ainda achamos que pra nós é que a vida é difícil…

E Ele olha pra tudo isso querendo fazer alguma coisa. Querendo mudar alguma mente, o intento de alguém, porque não quer ver a quem ama se dando mal. Mas não. Ele não manipula. Ele deixa, por amor. Porque nos criou, repito, assim, livres. Ele quer que escolhamos por amor.

E quando Ele, o Rei soberano, o Criador do Universo, é rejeitado? Desprezado, zombado? Como Ele Se sente? Quando Ele quer falar e nós desligamos a TV? Quando desprezamos o presente, não lemos a mensagem inteira? Quando, literalmente, jogamos a Esperança no lixo, e a deixamos com frio, na chuva? Quando chamamos de religiosidade a lei de amor? Quando Seu Santo nome é dito em vão? Como Ele Se sente?

Como um pai que é traído, talvez e mais provável. Alguém que só quer dar amor e só recebe ingratidão em troca.

Esquecemos também – não mais, nem menos; esquecemos de tudo – que um dia Ele esteve aqui, também. Ele sabe, sim, que sofremos. Ele empoeirou Seus pés nesse mundo. Comeu com gente como a gente. Foi traído, cuspiram no Seu rosto, humilhado. Teve dores, perdeu gente querida. E escolheu Se entregar à morte por amor. Amor à nós, pecadores de memória fraca…

É pra refletir. Pensar e voltar. Se entregar de novo, lembrar de tudo e viver…

* Música de Fernando Iglesias que o Marcos cantou ontem na Igreja, e aí Deus me inspirou a escrever (http://www.youtube.com/watch?v=7TGJrtTbKuE).

Pra você que é imperfeito

23 de março de 2012

Não, Ele não vai sair daí enquanto você não olhar pra Ele. Você não viu seus braços estendidos? Ele está esperando, te olhando. Não pra te condenar, mas Ele oferece amor. Já parou pra pensar? Amor infinito e eterno, de graça, num mundo tão imediatista, condicional e interesseiro!

Ele vê você inteira aí. Te vê por dentro. Sua dor, angústia. Seu verdadeiro eu agarrando as grades da sua prisão e gritando em desesperado silêncio por libertação. Ele não vê a capa das escolhas que você fez. Ele vê quem Ele criou você pra ser. Vê Seu sonho em sua vida. Vê você ali, cantando, tocando, sendo tocada por Ele como instrumento que você nunca pensou ser, aí dentro dessa casca.

Você errou. Desistiu. Insistiu, insiste, mas Ele também. Insiste em te chamar e vai te dar mil chances de aceitá-lo. De ler a mensagem inteira com o coração sensível e pronto a ser tocado.

“Tudo bem, Você me achou, eu vou até Você”, é o que Ele deseja ouvir de você. Você pode não querer uma mudança ou achar que não precisa disso agora, que está tudo bem. Que mal há em viver assim? Mas é impossível passar um minuto  ao lado de Sua verdadeira essência – não daquilo que inventaram, mas do verdadeiro Deus de Amor – e não amá-lO. O amor te faz se entregar. A entrega permite a mudança que Ele quer fazer.

Porque Ele te ama. Disso você sabe bem. Quem ama sabe do que é melhor, ainda mais se é o próprio Deus eterno, que sabe de tudo, antes do tudo existir.

Quero ser a sua visão e acalmar a agonia do seu coração.
Quero seu reflexo polir e cantar suavemente pra você dormir.
Quero ser sua motivação e manter a união entre a vida e a paz.
Quero apenas ser o Deus que tudo faz.

Jeremias 17:9

15 de janeiro de 2012

 

O que aconteceu, que um dia eu dormi criança e acordei adulta? Dormi estudando pra aquelas quatro provas que me sufocaram tanto e acordei com o alívio da certeza e da direção de Deus.

De repente, tudo mudou.

Em menos de um mês estarei subindo a escadaria da Universidade Paulista em Jundiaí. Sozinha. Sem meu pai parando o carro na porta, sem meu irmão no banco de trás. Vou falar “bom dia” e “fique com Deus” só pra o motorista da van. Não quero me apressar e temer por antecipação. Mas é que é tudo tão diferente, que não dá pra não imaginar como vai ser…

Não estou aqui pra falar de mim. Nem da Unip, nem do motorista da van. Estou aqui pra falar de sonhos, decisão, do sonho de Deus. Que, acredite, é melhor que o nosso.

Há alguns meses eu tive a maravilhosa experiência da certeza da direção de Deus. Quando eu estava bem certa do meu sonho, bem decidida do meu futuro, Deus me mostrou que não era bem assim. Que o sonho dEle e o futuro dEle pra mim era o que era, na verdade, bem certo. De repente a minha vida deu uma volta. De repente eu não morava mais longe dos meus pais por quatro anos. Morava na mesma casa que eles, por cinco. De repente eu não era mais jornalista. Agora eu era psicóloga.

Por alguns segundos, tentei lutar. Chorei. Era tudo muito novo. O que eu ia dizer, afinal? Eu, que não gosto de dar explicações…

Foi quando eu acordei, no dia seguinte, me sentindo psicóloga. Preenchi mentalmente a folha que entregaram na escola, escrevendo PSICOLOGIA, com o olhar percorrendo aquela linha.

Depois tentei lutar de novo. E dessa luta, surgiu uma outra. Contra mim mesma, porque agora o sonho que eu tinha, era viver o sonho de Deus, quando o leão que mora dentro de mim – aquele, que eu não posso de modo algum chegar muito perto e muito menos oferecer comida – queria me convencer a viver os meus. Afinal, tudo estava na mão, tão perto…

Decisão tomada, as coisas começaram a se encaixar. Fui vendo as respostas em cada resultado. Em cada notícia de que algo havia dado errado, ou até certo. E quando o que parecia menos provável desse início deu certo em cada mínimo detalhe que seria preocupante, com toda a facilidade e “coincidências” – eu sei que elas não existem quando se pede a Deus uma direção –, eu já sabia a resposta.

Agora só espero e oro. E eu, que não gosto de dar explicações, agora tenho um testemunho pra contar.

É o seguinte: por maiores que sejam os seus sonhos, bem maiores são os sonhos de Deus.

Não há sombra de dúvidas. Nosso coração é enganoso (Jr 17:9). Amamos de cara aquilo que tem aparência de bom, e temos isso por certo. Nossos sonhos? É aquilo que tem tudo a ver com nossa personalidade, com nossos talentos, com aquilo que imaginamos ser o mais certo.

Não estou dizendo que qualquer coisa que sonharmos será errada ou contrária à vontade de Deus. Estou falando só que a nossa natureza humana e caída se ilude bem fácil, e que as nossas certezas às vezes não são tão certas assim. Porque nós não sabemos do dia de amanhã. Não sabemos se o que achamos melhor é realmente o melhor. Não sabemos como vai terminar, por mais bonito e fácil que tenha começado.

Mas com Deus é diferente.

Ele soprou vida em nossa vida, e desde antes disso acontecer Ele já sabia que sonharíamos. E antes disso, sonhou por nós. Ele é quem pode ter certeza de algo. Ele é quem sabe do dia de amanhã. Seu melhor é realmente melhor (pelo simples fato de ser Seu). Deus sabe do final desde o princípio, sabe como tudo vai terminar.

Sabe como vai terminar o sonho que sonhamos por nós, sozinhos. E sabe do fim que terá o sonho que Ele sonhou por nós.

Sonhar o sonho de Deus é renunciar o nosso. E quem disse que isso é fácil? Ele não prometeu que seria. Mas disse que é possível, que nos ajudaria. Renunciar nosso sonho é se desprender dos nossos prazeres, é depender dEle, e somente dEle pra cada passo que dermos, cada decisão que tomarmos.

Custa. Claro que custa. Trocar nosso desejo pelo desconhecido caminho que Deus tem pra nós não é barato. Tem a entrega. Tem a troca em si. Tem se desprender de todo medo. Tem viver pela fé. E é difícil, eu sei e você sabe que não é fácil viver pela fé. Porque fé, sabemos bem, é a certeza das coisas que não se vêem!

Eu acho isso incrível! A contradição tão séria, tão linda em ter certeza do que não se vê. A louca seriedade que isso é. Fé é confiar. Como uma criança pequena confia que seu pai vai pegá-la, quando ela pular.

Deus é o Pai. Nós somos a criança. O caminho é desconhecido, completamente novo, e nós não vemos nada do que está à nossa frente. Se vemos, é uma visão completamente limitada porque a nossa mente é limitada! Não sabemos como aquilo vai terminar… Mas se estamos confiando no Pai, podemos ter a plena paz e certeza de que vai ser bom.

Vale a pena aceitar o plano de Deus em lugar do nosso. Podemos planejar que o nosso termine como queremos, mas também não podemos ter certeza disso. Então, é muito melhor seguir a vontade de Deus,  simplesmente por ser do Deus que sabe do final desde o princípio, que conhece nossos corações e nossos limites, do que seguir a nossa, que foi planejada por um ser humano falho, que não sabe nem como vai ser o dia seguinte.

Vale a pena confiar no Deus criador, que contou e planejou todos os nossos dias, que nos chamou, nos escolheu desde antes de nascermos. Vale a pena confiar que Sua vontade é boa, perfeita e agradável e se entregar nos braços desse Pai que nunca nos deixa tropeçar em nenhum obstáculo que no escuro não vamos ver…

Ele não prometeu que a caminhada seria fácil, mas prometeu que valeria a pena.

Depois de tudo

4 de janeiro de 2012

E se depois de tudo isso eu ainda estiver de pé, pode ser que ainda tenha chão. E se tiver chão, estando de pé, eu vou poder caminhar. Se estou de pé, é porque Você está comigo, e vou andar, porque Você vai continuar comigo.

Porque andar sem Você não dá. E sem Você, eu caio. Continuo no chão, sem Você, se não estou de pé. E se estou de pé, com certeza, sem Você, eu vou cair.

Mas se Você estiver aqui, eu sei que vai pegar na minha mão, e além de colocar um chão duro e real debaixo dos meus pés e me mostrar o caminho, vai me levar até onde quer que eu chegue. E o que eu sei é que Você vai estar aqui. Que Você está aqui e vai ficar… Aqui.

E a Sua mão… A mão Sua, que vai segurar na minha pra me levar até onde onde Você quer que eu chegue… É a mão que me guarda. É debaixo de onde eu quero ficar. A Sua mão, que é a cama mais macia, a casa mais confortável, o melhor descanso pra minha cabeça… Depois de tudo isso.

Pai…

E depois de tudo isso eu vejo que nem a metade de tudo o que Você fez por mim é o que eu merecia. Depois de tudo eu não mereci Sua mão. Eu não mereci, mas Você me ama.

E eu também não mereço o Seu amor.

Mas Você me ama. E eu? Eu te amo. Eu te amo e sei… E reconheço que foi só por causa da Sua mão que eu estou de pé e que tem chão de baixo de mim pra eu poder andar. E que é Você quem vai me levar aonde Você quer que eu chegue. Porque Você quer que eu chegue lá.

Ainda que o chão seja de areia e não tenha água nenhuma por perto, ainda que eu esteja com sede, e quase não esteja conseguindo permanecer de pé, do jeito que Você me deixou, a Sua mão vai me manter de pé… Como Você fez antes. E eu vou chegar até onde tem água, porque vai ter… Você prometeu que teria água. E Você quer que eu beba.

Que eu sobreviva. Que eu viva. Em abundância.

Eu reconheço, Pai. Reconheço a fraqueza escrita na minha testa se eu estou longe de Você. A fraqueza gritando nos meus ouvidos, sem o Seu amor. E não dá. Não dá pra ficar sequer um dia longe disso. Da Sua mão. Do Seu amor.

Dói, Pai. Dói quando eu acordo do meu eu e vejo que não deixei Você entrar. Dói quando eu vejo que, na verdade, eu não estava vendo nada antes de Você chegar. E Você tem mais amor pra mim, porque Você é meu Pai. Meu Pai, que me perdoa. E que me ama. O meu Pai, a quem eu amo…

Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz…

Esperança I

30 de dezembro de 2011

Quando não resta mais nada além de esperança, ou um lampejo dela no coração, ou uma pequena faísca… Ou quando a esperança é o que também não se tem, mas ela quer nascer no coração.

É o tempo. Tempo de deixar tudo e ficar só com a esperança.

Esse ano deu todas as provas de que não dá pra continuar olhando pra o chão, se a esperança está no alto. Deu todas as provas de que ficar por aqui por mais muito tempo não é nada bom. Que esse mundo mau… Ah, esse mundo mau não tem nada do que precisamos.

Outro ano passou. Doze meses, cinquenta e duas semanas, trezentos e sessenta e cinco dias. Acabou.

Você pode não ter expectativa nenhuma. Afinal, é só outro ano e já está ficando comum essa coisa de acabar e começar mais rápido do que pode parecer que trezentos e sessenta e cinco dias passem.

Mas, olha… Eu, sinceramente, espero que não haja um próximo ano inteiro. Quero que Jesus volte antes de 2012 terminar. Espero que não haja outros trezentos e sessenta e cinco dias, que não haja outro trinta e um de dezembro. Que não haja mais fogos, nem champagne, nem ceia.

Nem acidentes nas estradas. Nem deslizamentos, nem guerras, nem crimes, nem dor, nem choro. Eu não sei quanto a vocês, mas cansei disso. Esse mundo mau não tem nada do que precisamos.

Ok, eu sei que você deve estar pensando que deve haver, em algum cantinho, por menor que seja, algo que seja bom pra você. Sua família, ok. Seus amigos, ok. Sua faculdade, ok. Já sei, sua igreja… Tudo bem. Seu celular, seu namorado, seu computador, o shopping, o cinema, os filmes, seus ídolos…

Não, por favor. Não dá. Não dá pra pensar que isso é melhor do que… Vida eterna. Tem muita coisa realmente boa por aqui, sem hipocrisia, mas não dá. Não dá pra comparar o prazer que isso traz com o prazer eterno num lar onde… Não vai ter mais dor.

Gente! Não vai mais ter dor. Nós vamos viver dias eternos num Lar perfeito… Perfeito! Vamos viver com as pessoas mais queridas desse mundo, as pessoas que mais nos fizeram bem, nos trouxeram sorrisos, arrancaram lágrimas de esperança dos nossos olhos… Vamos viver com nosso Criador. Pra sempre.

NADA, nada, não vai haver nada de mau. Nada que, sequer por um momento nos possa tirar a paz. Nada que, por um pequeno deslize nos afaste dEle. Nós vamos andar lado a lado com Jesus… Me digam, por favor, se tem alguma coisa nesse mundo que se compare com a alegria de viver eternamente ao lado do nosso Salvador?

Muitos de nós tem uma vida boa, isso é certo. Nós temos uma família, nós temos uma igreja, amigos, temos bens, temos uma casa, um carro… Certo, nada nos falta. Mas acho difícil olhar ao redor, ver o mal desse mundo arrancando filhos de casa, arrancando bebês dos braços das mães, arrancando sorrisos, partindo corações, arrancando casas do chão, colocando dor e trocando toda a alegria por destruição, e achar que dá pra viver em paz num mundo desse. Isso não é normal. Não fomos criados pra isso.

É sério, nós não fomos.

Fomos criados pra não sentir dor. Pra não conhecer o coração partido. Pra não ter o nó na garganta que eu sinto só de escrever essas palavras. Fomos criados pra sorrir, cantar, viver. VIVER! Viver, por favor, e não morrer como fazemos todo dia por causa do pecado.

E Jesus quer nos resgatar pra viver como fomos criados pra viver… Como Ele sonhou. Quer nos levar pra um lugar melhor. Melhor não é a palavra… Quer nos levar pra um lugar perfeito.

Ele foi preparar uma casa pra nós, e quando voltar, vai nos levar pra lá, pra que possamos estar onde Ele estiver… Porque Ele também não quer mais ficar longe de nós. (João 14:2,3)

2012 vai começar daqui a pouco. De onde eu estou ouço gente testando os fogos de artifício. Meus vizinhos chegaram, estão fazendo churrasco… Tem contagem regressiva na TV. Retrospectivas e tudo que é comum nessa época.

Não é errado fazer planos pra o ano que começa. Não é ruim ter expectativa, pelo contrário, vamos ter. Precisamos ter… Mas que possamos fazer tudo, colocar os planos em prática, olhando pra um futuro que vai bem além de 2013…

Vamos viver 2012 bem. Viver com esperança. Que tudo quanto fizermos, façamos o melhor. Que (isso que vou dizer não seja um discurso clichê de final de ano) possamos ser mais compreensivos com os nossos pais. Vamos ligar mais pra nossa avó que mora longe. Abraçar nosso irmão e tentar entendê-lo. Amar mais – bem mais e de verdade – também é bom!

Andar com Jesus. Ter uma vida de oração. Isso é importante. Passar tempo aos pés da Cruz.

2012 vai começar. E que não termine. Mas se terminar, que seja bom. Que vivamos com a esperança de que Jesus está voltando. Ele está. Que ouçamos e sigamos nosso chamado. Ele está nos chamando. Agora. Vamos. Vamos apressar esse Dia. Levar amor e esperança.

Ele está voltando. E quer que todos estejamos com Ele na eternidade. Ele vai enxugar dos nossos olhos toda lágrima. Não vai mais ter dor. Nem choro. Nem clamor. Porque o que tinha antes, esse mundo mau, já passou (Apocalipse 21:4). Agora existem coisas novas. Um mundo novo. Com amor de verdade. Paz eterna.

“Ele não está sendo vagaroso com a Sua volta prometida, embora por vezes pareça assim. Mas Ele está esperando com paciência, porque não quer que ninguém pereça, e está dando mais tempo para os pecadores se arrependerem.
(…)
E assim, já que tudo ao nosso redor se derreterá, que vida santas e piedosas nós devemos viver! Vocês devem aguardar ansiosamente aquele dia e apressá-lo (…)
Queridos amigos, enquanto vocês estão esperando que essas coisas aconteçam, esforcem-se para viver sem pecar; e andem em paz com todo mundo, inculpáveis, afim de que Ele se agrade de vocês quando voltar.
E lembrem-se de que Ele está esperando. Ele nos está dando tempo para anunciar a Sua Mensagem de salvação aos outros (…)” 2Pedro 3:9, 11, 12, 14, 15.

Do (que fizemos com o) amor.

6 de novembro de 2011
tags: ,

amor |ô|
(latim amor, -oris)

s. m.

1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno).= AFETO ≠ ÓDIO, REPULSA

5. Disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais). ≠DESPREZO, INDIFERENÇA

Paulo falou de amor. Definiu melhor que o dicionário, se quer saber. Disse que é paciente, bondoso. Disse que não é invejoso, nem ciumento, nem presunçoso, nem orgulhoso, nem grosseiro, nem egoísta, nem irritadiço, nem melindroso, nem guarda rancor.

E, de novo, como desde o princípio, não entendemos nada e mudamos tudo. Fizemos do amor um sentimento. Um sentimento que pode acabar. Fizemos do amor o mais impaciente dos substantivos. Fizemos do amor uma arma. O mais invejoso dos sentimentos. O mais egoísta, rancoroso e frágil.

Viramos escravos de um amor mau. Inventamos um amor instantâneo, com prazo de validade. Um amor condicional. Mudamos a ordem das coisas e agora o amor só tem a ver com toques, com prazer físico, e não mais com palavras, com cuidado. Agora o amor não tem mais nada a ver com o amor.

Agora as pessoas matam por amor. Morrem dele, como se fosse doença.

Tem gente ignorando e odiando o amor porque não o conheceram de verdade. É como aquele cara de quem todos falam mal, e por isso acreditamos que ele não seja mesmo boa coisa.

Tem gente morrendo sem amor enquanto vomitamos o nosso por aí. Enquanto nós o desperdiçamos como se fosse “bom dia”. Desperdiçamos o amor como futilidade.

Choramos, exigindo dó, “eu não escolhi amar!”.

Acontece que o amor não é nada disso. Sofrer por amor foi a coisa mais ridícula que inventamos. Sofrer por amor não é bem assim. Não somos capazes de fazer isso. Não enquanto queremos só pra nós esse amor que inventamos. Enquanto não entendermos o sentido do dicionário, não digamos amar.

Enquanto não lermos com o espírito (sim, todos somos seres espirituais) o que Paulo diz, olhando pra o próximo e não só pra aquele que queremos egoistamente apenas pra nós, não vamos saber o que é amor. Isso não é amor, não.

Amor é Deus, porque a Bíblia diz que Ele é amor, e que quem não O conhece não conhece o amor.

E é bem isso, não é? O resumo de tudo. Preferimos o que é pequeno e terreno, e empurramos pra longe de nós o espiritual e eterno. Que tipo de gente nós somos?

Silêncio…

A boa notícia é que dá tempo de entendermos o verdadeiro, profundo e eterno amor. Ele acorda antes de nós de manhã. Fala “estou aqui”. É só pararmos de correr e começarmos a pensar que tem mais que o plástico do amor que criamos.

Tem o amor de Deus e o amor que Ele quer que amemos. Que Ele quer imprimir nos nossos corações, pra que levemos aos outros.

Pra que paremos de morrer e matar, mas que vivamos e levemos vida.

Carta

25 de outubro de 2011

Caro amigo…

Acho que agora o mais legal é te chamar assim mesmo… Acho. Queria te ver e ter assim, como um amigo. De novo, ou pela primeira vez.

Amigo, sinto sua falta. Me pego lembrando de coisas boas que fizemos juntos. Me pego pensando em você. Sonhei com você. Aí acordei e continuei sonhando. Sonho, agora, que você conheça a verdade que eu conheci. Que você, amigo, abra esse seu coraçãozinho pra ouvir e ver o que, hoje, eu ouço e vejo.

Amigo, eu aprendi que, por mais legal, bonito e sincero que algo pareça, talvez não seja como o nosso Pai quer. Tem essa diferença, sabe, amigo? Foi aí que Caim errou. Ele foi sincero, achou legal e bonita aquela oferta, mas Deus não tinha pedido daquele jeito. E a gente sabe bem, meu bem, que o jeito dEle é o que dá certo… Do nosso nunca deu, por mais que pareça ter dado.

Amigo, escrevo em amor. No amor que aprendi, um pouco, com você, quando você me amou, no começo. Escrevo porque te imagino comigo em alguns lugares que na verdade nem têm muito a sua cara agora. Porque penso em você lendo coisas que preocupam. Escrevo porque estou preocupada.

Olha pra cima, amigo, pra Jesus. Olha pra a Bíblia como ela é, porque o que mostraram pra mim quando eu estava aí do seu lado era bom, mas talvez não fosse tão verdade. Lembra que tem mais, amigo. Tem mais que a casa que a gente mora aqui e os amigos que a gente tem aqui. Tem um lar eterno e bem real que Jesus está terminando de preparar pra quem for fiel. Pra quem abriu o coração pra a verdade verdadeira.

Amigo, eu sei quão difícil é, sabe? Eu espero te contar logo tudo, mesmo se você não ler essa carta. Mas eu imagino que pra você pode ser que seja mais difícil ainda. Eu chorei muito nos dois primeiros dias. Achei que não ia conseguir, mas o que eu não consegui foi abrir mão da verdade por coisa que eu já sabia que não era tão verdade assim.

Sabe? Você não precisa de um nome. Precisa, amigo, só da verdade. De um pouco mais de amor e foco naquilo que é mais concreto que tijolo.

Meu amigo, meu amor… O resto não dá pra escrever, então eu espero que, de alguma forma, você saiba do que está escrito aqui, sem que eu arranque essa folha desse caderno. Faço votos por você…

Meu amigo, eu te amo…

Te imagino sentado ao meu lado naquele banco qualquer dia. Te imagino vendo aquele programa, mesmo que sem mim ao seu lado. Penso em você e em mim, e no abraço de alívio que vamos abraçar no nosso eterno e lindo lar. “Você está aqui, amigo, que bom!”.

Sua amiga…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.